quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vão gozar com o raio que os parta


É lixado, eu sei. Passa um homem o dia enterrado no trabalho, mal tem tempo para cuidar dos seus afazeres quanto mais estar com os amigos, e dormir começa a ser um luxo.

Entalados financeiramente com as contas para pagar, constantemente somos surpreendidos por mais este ou aquele imposto. É uma vidinha a ser encavado e sem resultados palpáveis sobre os destinos dados ao nosso rico dinheirinho.

Enquanto isso nos jornais fala-se das obras faraónicas, das férias milionárias dos que possuem bons tachos, da forte redução do desemprego nos cargos administrativos das grandes empresas, dos lucros brutais de algumas instituições para quem as crises servem para ganharem mais ainda, entre outras, que desculparão, mas não consigo lembrar-me de tanta atrocidade ao mesmo tempo.

E pode ser sempre pior, essa é a parte que assusta mais. Alguém se anda a abotoar bem com os apertos que a malta passa, e já nem o Zé Povinho nos safa. Eu gostava de gostar de pagar impostos. Se sentisse que isso teria real impacto na minha qualidade de vida, até seria agradável. Mas vejo com desagrado que em vez de irem para a saúde, investigação e desenvolvimento, que raio, até para a defesa nacional, vão para os famosos terceiros. Passo a explicar: 3ª auto-estrada Lisboa-Porto, 3ª ponte no Tejo, TGV (os intercidades e alphas já não servem)…

Fazem grandes debates, gritam uns com os outros sobre como gastar a nossa massa por forma a que sirvam melhor aos seus próprios interesses; e nós a assistir enquanto tomamos partidos pouco esclarecidos.

Estamos tramados, e eles não vão parar por aqui. Quando conseguirem o que querem agora, inventam mais alguma treta para nos levar o que ainda reste. É só aumentar o esforço. “Faz falta mais isto ou aquilo pá, tomem lá mais um bocado dele… do imposto”.

2 comentários:

  1. E o pessoal que tem de contrair empréstimos para pagar os impostos?!?

    HILARIOUS!! =D

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  2. Sabes que melhorias de educação e saude não mostra riqueza e desenvolvimento ao resto do mundo... os brinquedos é que têm de ser maiores!

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