sábado, 1 de agosto de 2009

E dormir? Era bom, não era?


Ora cá estamos em Agosto, o tradicional mesito das férias. Após 11 meses de escravidão, o merecido repouso... pois só se for para alguns, porque aqui o je lixa-se a trabalhar. E para ajudar à festa, não apenas com horário de 3 turnos, ainda passa a 12 horas.

Como sou um dos afortunados que nasceu com o dito cujo virado para a Lua, nesta fase em que ainda não me adaptei aos horários (dificuldade em dormir de dia), tenho um prédio em construção em frente à minha casa. Que maravilha, querer dormir, todo estourado, e passar o dia a ser acordado com o batuque normal do obral e a ocasional pérola filosófica que tipicamente sai da boca de um qualquer trolha em altos berros.

Protestar seria inutil, até porque a lei do ruido permite que se faça barulho durante o dia. O marginal sou eu, que vivo ao contrário dos outros. Além do mais, e isto até atenua qualquer coisa, numa altura em que quando vemos alguma bandeira asteada em Portugal, 89.5% das vezes é brasileira, não é que os sacanas astearam o estandarte nacional no topo do prédio?

Como patriota desiludido que sou, este gesto tocou-me. Diria mesmo que me comoveu. Neste cantinho à beira mar desgraçado, ainda há quem tenha orgulho em mostrar que é portuga e sem ser a pedido do Scolari. Bem hajam os sacanas que não me deixam dormir. Fazem barulho, mas ao menos é barulho nacional. E o que é nacional é bom.

Entrudo-ção


Não me apetecendo escrever de momento em inglês, e já desde à 1 ano que esta preguicite se mantém, resolvi que devia dar um volte face à coisa e exercitar o meu direito de antena.

Começo por explicar o porquê do título. Bem, diabo a 4 porque o sacana do mafarrico está sempre à espreita, e deve ser daí que nasceram as leis de Murphi; uma explicação lógica (criativa) para o conceito base de que se uma coisa tem 50% de chances de correr bem ou mal, tipicamente corre mal.

Já que estamos sempre lixados, à boa maneira portuguesa, mais vale aceitar o destino e seguir em frente, sorrindo sempre que possamos, às vezes até quando menos se tem vontade.

Posto isto, resta-me esperar que tenha mais gente a comentar este blog. Confesso que o outro era demasiado introspectivo e algo taciturno. Prometo inverter essa tendência neste novo espaço.